“Eu disse à família que todos vão chorar pelo que aconteceu, mas o que a Zilda pregou durante a vida dela, eu espero que tenha ficado gravado na mente das pessoas. E que todos nós sejamos mais solidários”, afirmou o presidente.
Para Lula, a médica brasileira transformou sua vida em uma luta constante pela qualidade de vida de idosos, crianças e pessoas carentes. “Se fechássemos os olhos e imaginássemos uma pessoa, a Zilda seria um exemplo muito grande para o mundo e para o Brasil. Ela morreu no momento mais sagrado da vida dela, que era a visita aos pobres pelo mundo”, afirmou o presidente.
Na noite de sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, segundo a Pastoral da Criança, que vai pedir o prêmio Nobel da Paz ‘pós-mortem’ para a Zilda Arns. Ele anunciou também que vai criar um prêmio nacional com o nome dela para premiar pessoas envolvidas com ações de segurança alimentar no país.
O corpo de Zilda Arns será sepultado neste sábado (16) no Cemitério da Água Verde, em Curitiba, após a celebração de uma missa às 14h (horário de Brasília), ainda no Palácio das Araucárias, sede provisória do governo do estado. Milhares de pessoas se despediram da médica sanitarista e coordenadora internacional da Pastoral da Criança durante a sexta-feira (15) e a madrugada de sábado. (Wikipédia, Globo Notícias.)
Zilda Arns Neumann, era irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo de São Paulo. Médica pediatra e sanitarista, nasceu em (Forquilhinhas) Santa catarina no dia 25 de agosto de 1934. Chegou em Curitiba com dez anos de idade e aqui terminou em 1959 o curso de medicina. Começou sua vida profissional como médica no Hospital de Crianças Cézar Perneta !(1955-1964). Mais tarde como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Paraná
Em 1980 sua experiência fez com que fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde. Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis no Paraná. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1 816 261 crianças menores de seis anos e 1 407 743 de famílias pobres em 4060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261 962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres. No ano de 2004, também a pedido da CNBB, fundou a Pastoral da Pessoa Idosa que atende 129 mil idosos, acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários. A entidade visa capacitar líderes locais para ajudar idosos a controlar as vacinas, evitar acidentes domésticos e identificar doenças fisicas.
O trabalho de Zilda Arns serviu de modelo para vários países como, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru,Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México.
Em algumas dessas nações a própria médica ministrou cursos sobre como estruturar as ações. Zilda Arns encontrava-se no Haiti em missão humanitária e preparava-se para uma palestra sobre a Pastoral da Criança, na Conferência dos Religiosos do Caribe. Foi uma das vítimas fatais do forte terremoto que atingiu Porto Príncipe, em 12 de janeiro de 2010. Zilda Arns era irmã de Dom Paulo Evaristo Arns cardeal arcebispo emérito de são Paulo. Ela era viuva e teve ao todo cinco filhos, sua filha Silvia, a caçula faleceu em 2003 vítima de acidente de transito. (Wikipédia, terra Globo)A dra. Zilda Arns queria ser missionária mas como ela disse em uma entrevista, ao assistir um vídeo sobre a Amazonia, vendo tantas pessoas doentes ela decidiu ser médica para curar todas aquelas pessoas…/watch?v=6ahujqkCWVk] A dra Zilda Arns foi indicada cinco vezes pelo governo brasileiro, para o prêmio “Nobel da Paz”. Recebeu muitos premios nacionais e internacionais entre eles “Heroína da Saúde Pública das Américas” concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde. (OPAS) em 2002.